Depois de semanas acumulando decisões controversas, embates com a Polícia Federal e discursos que soavam defensivos demais para quem dizia não dever nada, Dias Toffoli foi afastado por unanimidade da relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal.
Na noite de quinta-feira, não houve quem bancasse sua permanência. Nem Gilmar Mendes, nem Alexandre de Moraes, tampouco Flávio Dino se dispuseram a defender o colega. O silêncio coletivo disse mais do que qualquer voto.
O presidente da Corte, Edson Fachin, apresentou aos ministros elementos do relatório da Polícia Federal com menções ao nome de Toffoli nas investigações envolvendo o banco. O ambiente, segundo relatos, ficou pesado. No fim, o processo foi redistribuído e entregue a André Mendonça, que assume a cadeira sob forte expectativa.
As imagens divulgadas pela imprensa mostram Toffoli deixando a sala sozinho, semblante fechado. A ministra Cármen Lúcia ainda tentou acompanhá-lo pelos corredores, em meio ao cerco de jornalistas, numa cena que expôs o constrangimento do momento.
Nos bastidores, a leitura é direta. A situação tornou-se insustentável dentro da própria Corte. Há também quem atribua o desfecho a movimentos políticos mais amplos, inclusive com digitais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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