O aumento recente no preço dos combustíveis em diferentes regiões do país passou a ser alvo de investigação. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, encaminhou nesta terça-feira (10) um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando apuração sobre os reajustes registrados em postos de alguns estados.
Em São Luís, motoristas já sentem o impacto no bolso. Em alguns postos da capital, o litro da gasolina comum passou de R$ 5,70 para R$ 6,30. Em outros estabelecimentos, o valor chega a R$ 6,50.
Na Região Metropolitana da capital maranhense, também houve aumento. Em determinados postos, o preço saltou de R$ 5,55 para R$ 6,49. Já o litro do óleo diesel chegou a R$ 6,99.
Saiba mais
Aumento dos combustíveis vira alvo de ação do Procon-MA
Transporte público terá “readequação” temporária em São Luís
O reajuste pegou muitos consumidores de surpresa, principalmente porque a Petrobras não anunciou aumento recente nos preços praticados nas refinarias.
O pedido de investigação foi feito após representantes de sindicatos relatarem que distribuidoras de combustíveis em alguns estados e no Distrito Federal estariam elevando os preços mesmo sem reajuste oficial da estatal.
Segundo os sindicalistas, o aumento estaria sendo justificado pela alta no preço internacional do petróleo, provocada pelas tensões e ataques registrados no Oriente Médio.
Em nota, a Senacon informou que pediu ao Cade uma análise sobre possíveis práticas que possam prejudicar a concorrência no mercado.
“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, informou o órgão.
Caso sejam identificadas irregularidades, as empresas envolvidas poderão ser investigadas por práticas anticoncorrenciais, como formação de cartel ou combinação de preços.

