Mais de duas semanas após o desaparecimento de Allan e Ágatha, de 4 e 6 anos, as forças de segurança do Maranhão seguem sem qualquer pista concreta sobre o paradeiro das crianças, sumidas desde o dia 4 no Quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. A operação, uma das maiores já realizadas no estado, já consumiu milhões de reais e deve passar por uma reestruturação estratégica a partir desta semana.
Desde o início, a mobilização envolve Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha e apoio de forças federais, além de equipes vindas de outros estados. Delegados, o secretário de Segurança Pública, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e o prefeito de Bacabal acompanham os trabalhos presencialmente. Segundo as autoridades, a área vasculhada equivale a cerca de 600 campos de futebol, com uso intensivo de drones de alta tecnologia, cães especializados em farejo humano e apoio de centenas de voluntários.
Até o momento, o único indício técnico foi a identificação de rastros compatíveis com a passagem das crianças nas imediações de uma cabana abandonada em área de mata, a cerca de 20 quilômetros do quilombo onde moravam. O ponto fica próximo ao local onde o primo Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado com vida dias depois. Fora esse vestígio inicial, não foram localizados objetos, roupas ou qualquer outro elemento que indique o destino dos irmãos.
Neste domingo, equipes da Marinha intensificaram as buscas em rios e lagos da região, inclusive em áreas de maior profundidade, mas sem avanços até o momento. A Secretaria de Segurança Pública reitera que nenhuma hipótese está descartada, incluindo rapto ou tráfico de crianças, “por mais absurda que pareça”.
A ausência de respostas, apesar do esforço humano e do alto custo da operação, amplia a pressão sobre as autoridades e mantém a comoção nacional em torno do caso, que já se tornou um dos mais delicados da história recente do Maranhão.
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