A decisão de Lahesio Bonfim (Novo) de recuar da pré-candidatura ao Governo do Maranhão, anunciada nesta quinta-feira (11), muda o tabuleiro político estadual. Mesmo sem nunca ter se apresentado como um nome efetivamente bolsonarista, Lahesio acabou ocupando, em 2022, o espaço de porta-voz do voto mais à direita no Maranhão. Com a saída da disputa, o campo da direita e do bolsonarismo fica sem uma candidatura claramente posicionada ao governo.
Os principais nomes da disputa mantêm distância da polarização. O ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), mesmo sendo do partido que tem Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidato ao Planalto, adotou a mesma postura neutra de sua reeleição em São Luís. Já o ex-secretário estadual Orleans Brandão (MDB) se movimenta em uma faixa mais ampla, com alianças que passam pelo centro e por setores da centro-esquerda.
A lacuna de representatividade atinge não somente Flávio Bolsonaro (PL), mas também Romeu Zema (Novo), o próprio Caiado e outros presidenciáveis de direita.
Nos bastidores, já circulam especulações sobre uma eventual candidatura de Roberto Rocha (Novo) ao Governo do Maranhão, invertendo posição com Lahesio no jogo majoritário estadual. O ex-senador suspendeu a agenda de pré-campanha ao Senado nesta quinta-feira (11) por motivos médicos.
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