Aliados de Pedro Lucas Fernandes no União Brasil afirmam que o presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, pressionou o deputado federal a entrar na disputa pelo Senado para evitar que a federação União Progressista fosse para o palanque de Eduardo Braide (PSD) no Maranhão.
O impasse surgiu em meio aos conflitos entre União Brasil e Progressistas pela condução da federação em diversos estados. No Maranhão, o ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) rompeu com o Palácio dos Leões e declarou apoio à pré-candidatura de Braide ao Governo do Estado. Na avaliação do grupo de Pedro Lucas, esse movimento abriria caminho para que Fufuca assumisse o comando da federação no estado.
Para neutralizar a pressão de Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, a direção do União Brasil decidiu lançar Pedro Lucas ao Senado. Com isso, a União Progressista permanece independente no Maranhão, enquanto Fufuca e o presidente estadual do União Brasil ficam livres para apoiar candidatos diferentes ao governo.
Situação semelhante ocorreu em 2022, quando o União Brasil optou por não integrar nenhuma coligação majoritária. A decisão permitiu que seus principais líderes no Maranhão seguissem caminhos distintos: Pedro Lucas subiu no palanque de Carlos Brandão, então filiado ao PSB, enquanto Juscelino Filho declarou apoio a Weverton Rocha (PDT).
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