Prefeito Marcony da Silva entra na mira do Ministério Público após denúncia sobre suposto esquema milionário em Sucupira do Norte

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Representação protocolada sob nº 58868052026 aponta suspeitas de improbidade administrativa, terceirizações questionáveis e possível uso político de contratações ligadas ao Instituto Viver.

 

Por Redação Leste News.

 

O Ministério Público do Estado do Maranhão recebeu na tarde desta sexta-feira (15) uma vasta documentação anexada a uma representação formal que aponta supostos atos de improbidade administrativa atribuídos à atual gestão do prefeito Marcony da Silva, no município de Sucupira do Norte.

A denúncia, protocolada sob o número 58868052026, reúne folhas de pagamento, processos administrativos, relatórios e documentos relacionados a contratos de terceirização de mão de obra firmados entre a prefeitura municipal e o Instituto Viver, entidade com sede em São Luís.

Segundo informações obtidas pela redação, a atual administração municipal teria contratado grande quantidade de supostos servidores terceirizados sem justificativas técnicas consideradas plausíveis, uma vez que os mesmos serviços já seriam desempenhados por diversos servidores efetivos pertencentes ao quadro permanente do município.

Fontes ligadas ao cenário político local afirmam que o modelo de contratação utilizado pela atual gestão seria uma estratégia para fortalecimento político da base aliada do prefeito no município.

Uma fonte ouvida pela reportagem, sob condição de anonimato, revelou que boa parte das contratações teria finalidade política:

“Essas contratações serviriam para manter apoio político local, incluindo pessoas ligadas a grupos aliados e até familiares de contratados”, afirmou.

De acordo com os documentos analisados pela reportagem, somente no ano de 2025 o Instituto Viver teria recebido quase R$ 3 milhões da Prefeitura de Sucupira do Norte.

(Valor total pago em 2025.  R$ 2.605.063,34 (Dois milhões, seiscentos e cinco mil, sessenta e três reais e trinta e quatro centavos).

Ainda segundo fontes consideradas confiáveis pela redação, existem suspeitas de que salários pagos a vigias e profissionais de outras funções estariam sendo divididos entre terceiros, o que poderá ser alvo de investigação específica pelos órgãos de controle.

O caso agora deve avançar para abertura de um Inquérito Civil Público por parte do Ministério Público do Estado do Maranhão, seguindo modelo semelhante ao que já ocorreu envolvendo o mesmo instituto no município vizinho de Paraibano – Ma, cidade proxima a Sucupira do Norte.

A repercussão do caso aumentou após denúncias apontarem possível excesso de terceirizações em setores onde já existem servidores concursados suficientes para execução das atividades, especialmente nas áreas de vigilância, transporte e apoio administrativo.

 

Até o fechamento desta matéria, o prefeito Marcony da Silva e representantes do Instituto Viver não haviam sido localizados pela reportagem para comentar as denúncias apresentadas ao Ministério Público.