A 38 dias do prazo final de desincompatibilização, setores do PT e aliados comunossocialistas falam, nos bastidores, em “enquadrar” Carlos Brandão para que deixe o governo e declare apoio ao vice-governador Felipe Camarão. O governador já afirmou publicamente que não renuncia.
Enquanto isso, os companheiros enfrentam um impasse no Piauí. O governador Rafael Fonteles vai disputar a reeleição e conduz a montagem da chapa com a intenção de indicar um vice de sua confiança, já projetando 2030. Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social e principal liderança petista local, se esgueira para influenciar a escolha do segundo na linha de sucessão do aliado, apostando em retornar ao comando do estado daqui a quatro anos.
Nos últimos dias, a disputa ganhou contornos de briga de foice no escuro. Aliados trocaram críticas e passaram a mencionar prisão e afastamento do governador, em tom semelhante ao adotado desde o rompimento entre Flávio Dino e Brandão.
Enquanto evocam Lula e até as marretas supremas para pressionar o Palácio dos Leões, no Palácio do Karnak os companheiros sangram publicamente. Cobram alinhamento e fidelidade no palanque alheio, mas nao conseguem domar as próprias vaidades e interesses personalíssimos no próprio quintal.
(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src=” fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, ‘script’, ‘facebook-jssdk’));
FONTE

