O governador Carlos Brandão tem até a meia-noite deste sábado para deixar o cargo no Palácio dos Leões, conforme o prazo de desincompatibilização estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Brandão já disse que fica. E repete isso exaustivamente desde o ano passado. Não há, portanto, qualquer expectativa de que deixe o cargo para disputar o Senado.
O “sertanejo” sabe que, se renunciar, entrega o governo ao vice-governador Felipe Camarão, do PT, algoz do campo comunossocialista. A mudança abriria espaço para pressões sobre ele e a família, além do risco de isolamento político, abandono por aliados e até de perseguição judicial por parte de figuras que ajudou a eleger em 2022, numa escalada de “stalking supremo” atribuído ao ministro Flávio Dino (STF).
Diante de todo esse risco, permanecer no cargo é, para o governador, uma questão de sobrevivência política. Na cadeira, Brandão trabalhará para fazer o sucessor, o emedebista Orleans. É a estratégia para sustentar o próprio legado e, quem sabe, disputar o Senado daqui a quatro anos, mirando a vaga hoje ocupada por Ana Paula Lobato, do PSB.
(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src=” fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, ‘script’, ‘facebook-jssdk’));
FONTE

