No banco dos reús, TJMA marca julgamento do prefeito Marcony da Silva e do irmão Antônio Maurison por supostos crimes contra administração pública em Sucupira do Norte

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Audiência de instrução e julgamento está marcada para o próximo dia 29 de maio; ambos são réus em ação penal movida pelo Ministério Público do Maranhão

 

Diretonda Redação. 

 

O Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão já definiu a data da audiência de instrução e julgamento envolvendo o atual prefeito de Sucupira do Norte, Marcony da Silva dos Santos, e seu irmão, Antônio Maurison da Silva dos Santos.

Segundo despacho judicial obtido com exclusividade pela reportagem, a audiência ocorrerá no próximo dia 29 de maio de 2026, às 09h, na Sala das Sessões Criminais do TJMA, em São Luís.

O documento faz parte da Ação Penal nº 0835502-40.2025.8.10.0000, movida pelo Ministério Público do Estado do Maranhão, e assinada pelo desembargador relator José Joaquim Figueiredo dos Anjos.

De acordo com os autos analisados pela reportagem, Marcony e Antônio Maurison se tornaram réus após denúncias relacionadas a supostas irregularidades praticadas durante a administração municipal entre os anos de 2013 e 2016.

As acusações envolvem suposta dispensa irregular de licitação, contratos considerados ilegais, possíveis danos aos cofres públicos, suspeitas de uso indevido de recursos da Prefeitura de Sucupira do Norte.

O Ministério Público sustenta que os investigados teriam realizado contratações sem obedecer às exigências previstas na legislação de licitações, fato que teria provocado prejuízos ao erário municipal.

A nova movimentação do processo aumenta ainda mais a pressão sobre a atual gestão municipal, que já enfrenta forte desgaste político após denúncias recentes envolvendo contratos milionários de terceirização de mão de obra firmados com o Instituto Viver que já investigado pelo Ministério Público do estado por fazer parte de uma suposta Organização Criminosa que vem causando danos ao erário atraves de supostos contratos ilicitos.

Nos bastidores políticos do município, o avanço da ação penal é visto como um dos episódios mais delicados já enfrentados pelo grupo político ligado ao prefeito Marcony.

A situação ganhou ainda mais repercussão após denúncias encaminhadas ao Ministério Público apontarem supostas irregularidades em contratos pagos com recursos da educação, além de suspeitas envolvendo terceirizações consideradas desnecessárias por parte da população e de órgãos de controle.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, moradores do município têm demonstrado preocupação diante da sequência de denúncias envolvendo contratos públicos, pagamentos milionários e possíveis favorecimentos políticos dentro da estrutura administrativa local.

O caso agora deverá avançar para fase de instrução criminal, onde poderão ser ouvidas testemunhas, analise de documentos com a produção de novas provas que poderão influenciar diretamente no futuro político e jurídico dos acusados.

Caso haja condenação confirmada pela Justiça, os réus poderão sofrer sanções previstas no Decreto-Lei 201/67, incluindo: perda de cargo público, suspensão dos direitos políticos, inelegibilidade, além de penas previstas para crimes contra a administração pública.

Veja o processo na integra. PROCESSO JUDICIAL.

 

 

Até o fechamento desta matéria, o prefeito Marcony e seu irmão Antônio Maurison não haviam se manifestado oficialmente sobre o avanço da ação penal.