MP aponta uso de perfis falsos e chips de terceiros em esquema ligado a Camarão

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O Ministério Público do Maranhão incluiu no pedido de afastamento do vice-governador Felipe Camarão referências ao uso de perfis de WhatsApp e linhas telefônicas registradas em nome de terceiros no contexto da investigação.

O documento, revelado pelo site O Informante, menciona “dissimulação de identidade em perfis de WhatsApp” e aponta a utilização de números vinculados a terceiros, associados a chaves Pix relacionadas ao próprio vice-governador .

Segundo o MP, esses elementos aparecem no capítulo que trata de “outras formas de dissimulação e ocultação”. A peça sugere que o expediente poderia “dificultar a rastreabilidade” das operações e “romper a vinculação formal” entre operadores e destinatário final dos valores.

Em um dos trechos, os investigadores registram a utilização de linha telefônica em nome de terceiro com associação a movimentações vinculadas a Camarão, apontando “dissociação entre o cadastro formal e a efetiva vinculação operacional” .

O requerimento também relaciona esse ponto ao conjunto da movimentação financeira. A análise menciona 1.085 destinatários de transferências via Pix, entre pessoas físicas e jurídicas, número tratado como indicativo de “elevada capilaridade” e dispersão de recursos .

Há ainda referência a transferências para pessoas do entorno familiar. O MP aponta ao menos 71 operações destinadas a familiares e empresas ligadas ao vice-governador, dentro de um padrão descrito como recorrente .

Para os investigadores, os elementos reunidos sugerem a combinação de “expedientes de dissimulação comunicacional e operacional” com a fragmentação das movimentações financeiras.

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