Moradores e comerciantes relatam falta de água há meses na Rua das Flores, em São Luís

Publicado em

O problema foi mostrado pelo programa Hora D, da TV Difusora, nesta quinta-feira (1º)

Moradores e empreendedores da Rua das Flores, na região central de São Luís, relatam problemas com o abastecimento de água há meses. A via fica próxima à Igreja de São João e, segundo os entrevistados, a falta de água tem afetado atividades básicas e o funcionamento dos estabelecimentos.

O problema foi mostrado pelo programa Hora D, da TV Difusora, nesta quinta-feira (1º). O empreendedor Neto contou que está sem receber água normalmente há cerca de oito meses. Segundo ele, é preciso levar água de casa para conseguir trabalhar.

“Estamos sem água mais ou menos uns oito meses ou mais. A água não vem. Para trabalhar e usar o banheiro, eu continuo trazendo água de casa. Não tem água aqui no centro”, relatou.

Ele também disse que a situação prejudica o atendimento aos clientes. “Chega cliente, quer ir ao banheiro, não tem água. Aí complica para a gente aqui”, afirmou.

De acordo com Neto, os próprios comerciantes precisam comprar água para manter as atividades. Ele espera que o problema seja solucionado pelo poder público.

Outra moradora, identificada como Laisa, também relatou dificuldades. Segundo ela, a falta de água interfere desde tarefas simples até necessidades básicas do dia a dia.

“A falta dela tem trazido bastante transtornos para a gente, nas necessidades básicas, desde lavar as mãos ou até fazer uma coisa mais específica, como tomar um banho, lavar uma louça”, disse.

Laisa também afirmou que os moradores continuam recebendo as contas de água mesmo com o problema no abastecimento. Segundo ela, a conta chega a cerca de R$ 300 por mês e, além desse valor, é necessário gastar mais com a compra de água. “A gente paga a conta e paga a mais porque tem que comprar, contratar alguém para trazer água para a gente”, relatou.

A situação também afeta diretamente os estabelecimentos comerciais da região. Uma empreendedora que trabalha em um salão de beleza contou que precisa comprar água mineral ou levar água de casa para conseguir atender os clientes.

“Salão de beleza precisa de muita água. E a gente não tem água. Quando o salão está cheio de gente, precisa ir ao banheiro, lavar as mãos, lavar os próprios cabelos das clientes”, explicou.

Ela também questionou o valor das contas. Segundo a empreendedora, mesmo sem o abastecimento regular, as faturas continuam chegando com valores superiores a R$ 300. “Mesmo tendo registro, as contas não diminuem, sem ter água. Era para vir um valor irrisório, mas continua vindo o mesmo valor de R$ 300 e poucos”, afirmou.

A empreendedora disse ainda que não possui cisterna para armazenar grandes quantidades de água. Por isso, precisa comprar garrafas de água mineral diariamente ou levar água de casa.

Segundo ela, a falta de abastecimento também gera reclamações dos clientes, principalmente por causa do uso dos banheiros. “Os clientes chegam e reclamam por não ter água para ir ao banheiro. Mulher toda hora está no banheiro, vai fazer um xixi, vai lavar a mão. Homem também”, relatou.

A comerciante afirmou que o problema se tornou frequente após uma obra realizada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema). “Desde que houve aquela reforma da Caema, a água nunca mais voltou a ser normal”, disse.

Enquanto o problema não é solucionado, moradores e comerciantes da Rua das Flores afirmam que continuam arcando com os custos para conseguir água e manter as atividades do dia a dia.

Os moradores e empreendedores cobram providências do poder público e uma solução para a regularização do abastecimento na região central de São Luís.

FONTE