O Ministério Público do Maranhão defendeu a revogação da prisão preventiva do prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, e da esposa, Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, conhecidos como Paulo e Eva Curió, alvos da Operação Tântalo II, que apura um esquema milionário de desvio de recursos públicos no município, estimado em R$ 56 milhões.
Em parecer encaminhado à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, o MP sustenta que, apesar da gravidade das acusações e da existência de indícios consistentes de autoria e materialidade, a prisão preventiva deixou de ser indispensável no atual estágio das investigações.
Segundo o documento, eventuais riscos à ordem pública e à instrução criminal podem ser mitigados com a imposição de medidas cautelares diversas da prisão, como monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com outros investigados e restrição de acesso a órgãos públicos municipais.
O parecer descreve a atuação de uma organização criminosa estruturada desde 2020, voltada à fraude em contratos administrativos, com uso de empresas de fachada, comercialização de notas fiscais e práticas de lavagem de dinheiro. Relatórios financeiros indicam movimentações incompatíveis com a atividade declarada de fornecedores do município e o uso de recursos públicos para custear despesas pessoais de agentes políticos.
Apesar de se manifestar pela soltura de Paulo e Eva Curió, o Ministério Público defende a manutenção do afastamento do prefeito do cargo. A decisão final caberá ao Tribunal de Justiça do Maranhão.
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