O setor de serviços no Maranhão alcançou, em 2023, os maiores números da série histórica iniciada em 2007, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta terça-feira (27) pelo IBGE. O estado registrou 13.929 empresas ativas e 147.495 pessoas ocupadas, ambos os maiores patamares já contabilizados.
Além do crescimento no número de empresas e trabalhadores, o salário médio mensal no setor também avançou, ficando em R$ 2.171,48 — equivalente a 1,7 salário mínimo. O valor é superior ao observado nos últimos três anos e coloca o Maranhão na 19ª posição entre as 27 unidades da federação.
Crescimento mais lento em 2023
Embora tenha atingido recorde, a expansão do setor foi modesta em relação a anos anteriores. Entre 2022 e 2023, o número de empresas aumentou apenas 1% (135 novos empreendimentos). Já em 2021, em plena retomada pós-pandemia, o crescimento havia sido de 22,3%.
Na divisão por segmentos, os serviços profissionais, administrativos e complementares lideram no estado, com 36% das empresas e 44,3% dos trabalhadores. O setor de alojamento e alimentação aparece em segundo lugar, reunindo 18,2% das empresas e 13,3% dos empregos.
Receita e remuneração
A receita bruta de serviços no Maranhão chegou a R$ 27,9 bilhões em 2023, um aumento de 24,7% em relação a 2022, desempenho acima da média nacional (18,1%). O destaque ficou para os transportes e serviços auxiliares, responsáveis por 37,1% desse valor.
Em relação às remunerações, o estado registrou R$ 4,2 bilhões pagos em salários, retiradas e outras remunerações, com maior participação dos serviços profissionais, administrativos e complementares (43,6%) e do transporte rodoviário (10,9%).
Contexto nacional
No Brasil, o setor de serviços representa cerca de 35% do PIB e também bateu recorde em 2023, com 1,7 milhão de empresas e 15,2 milhões de pessoas ocupadas. O Maranhão ocupa a 17ª posição no ranking nacional de empresas e a 18ª em número de trabalhadores.
De acordo com o IBGE, o setor de serviços investigado pela PAS — que exclui comércio, administração pública e bancos — corresponde a aproximadamente 30% do PIB maranhense.