Flávio Dino concentra no STF mais de 15 casos ligados à política do Maranhão

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Desde que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 2024, Flávio Dino passou a concentrar uma série de procedimentos ligados à política maranhense. Levantamento do jornalista Linhares Junior aponta mais de 15 frentes que envolvem aliados, ex-aliados, adversários e integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

Na lista estão disputas sobre vagas na Corte de Contas, investigações criminais e apurações sobre emendas parlamentares. Entre os nomes alcançados pelos procedimentos aparecem Carlos Brandão, Weverton Rocha, Juscelino Filho, Pedro Lucas Fernandes, Josimar de Maranhãozinho, Márcio Honaiser, Roberto Rocha, Daniel Brandão, Orleans Brandão e Raimundo Cutrim. Parte deles chegou às mãos do ministro por prevenção, sem novo sorteio.

Um dos episódios mais recentes envolve o assassinato ocorrido no escritório Tech Office, em plena campanha eleitoral de 2022. O caso chegou ao STF em meio às tentativas de relacioná-lo a Daniel Brandão, então presidente da Corte de Contas do Estado, que acabou afastado do cargo por 180 dias.

A concentração de tantos assuntos maranhenses sob a relatoria de Dino também passou a alimentar acusações de politização. Antigo aliado de Carlos Brandão, o ministro se tornou inimigo capital do grupo do governador. Defesas já levantaram suspeitas sobre a atuação do ex-governador comunossocialista, embora o STF não tenha reconhecido qualquer irregularidade. Até então.

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