A contratação de uma empresa para o aluguel de ônibus durante o XXIII São João de Parnaíba 2025 entrou no radar de alerta após uma análise apontar uma série de indícios de possíveis irregularidades administrativas e financeiras envolvendo a atual gestão da Prefeitura de Parnaíba, com a empresa M R de Melo Gomes Locações e Serviços Ltda e seu proprietário, Marcos Renan de Melo Gomes conhecido no meio empresarial como MARCOS PAGOBIO.
O contrato, firmado no âmbito do Processo Administrativo nº 29417/2025, teve o valor global de R$ 224 mil reais e previa a locação de ônibus e vans para atender às demandas logísticas do evento junino realizado entre os dias 23 e 29 de junho de 2025. No entanto, a análise deyalhada revela um cenário que pode indicar pagamento por serviços supostamente não prestados ou prestados parcialmente, com possível desvio de dinheiro público.
De acordo com o contrato nº 348/2025, a Prefeitura contratou 70 diárias de veículos, sendo, 50 diárias de ônibus, ao custo unitário de R$ 4.000,00 e 20 diárias de vans, ao custo unitário de R$ 1.200,00; Totalizando exatamente R$ 224.000,00.
O ponto que chama atenção é a incompatibilidade lógica entre o número de diárias contratadas e a duração do evento. Para seis dias de festividade, a contratação equivaleria, na prática, à disponibilização média de 11 a 12 veículos por dia, ou até mesmo 70 veículos distintos, dependendo da interpretação da execução contratual — algo considerado atípico e desproporcional para um evento cultural municipal de apenas 06 dias.
As contradiçoes vão além do papel, informações em bases oficiais de registro de veículos, dão conta de que não há registro de tamanha frota de ônibus ou micro-ônibus em nome da empresa contratada, tampouco em nome de seu proprietário.

Segundo os dados levantados, a empresa possuiria apenas dois veículos, ambos caminhões de carga, incompatíveis com o objeto do contrato; Ou seja, não há capacidade técnica ou operacional mínima comprovada para a execução do serviço contratado.
Além disso um outro ponto crítico: o contrato não contém cláusula que autorize subcontratação. À luz da Lei nº 14.133/2021, isso impede juridicamente que a empresa utilize frota de terceiros para a suposta execução dos serviços.
Na prática, a empresa não poderia alugar ônibus de terceiros para cumprir o contrato — o que reforça a suspeita de inexecução material do objeto, mesmo com o pagamento já realizado.
Mesmo diante dessas fragilidades, a Prefeitura efetuou o pagamento integral do contrato no dia 10 de julho de 2025, um dia após o encerramento do evento. O valor pago foi de R$ 224.000,00, com retenção de R$ 4.480,00, totalizando R$ 219.520,00 líquidos, conforme comprovante oficial de pagamento do portal da transparência do município.

Nem a prefeitura de Parnaíba – Pi, nem mesmo o empresario Marcos Renan ou outros representantes da empresa foram localizados ate o fechamento desta pauta.

