O colunista Fausto Macedo, do Estadão, publicou nesta terça-feira (10) que o então presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador José Ribamar Froz Sobrinho, teria utilizado recursos provenientes da transferência de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais ao Banco de Brasília (BRB) para viabilizar o pagamento de verbas indenizatórias milionárias a magistrados. Em dezembro, sob a rubrica “indenização”, 36 desembargadores e 321 juízes receberam juntos R$ 9,6 milhões, além de outros R$ 6,8 milhões classificados como “vantagens eventuais”.
Durante reunião da cúpula do tribunal, em 28 de janeiro, Froz afirmou ter assumido o “compromisso” de garantir esses pagamentos e declarou que a operação com o BRB aumentou significativamente a rentabilidade dos depósitos judiciais, elevando a arrecadação mensal de cerca de R$ 3 milhões, quando os valores estavam no Banco do Brasil, para mais de R$ 13 milhões. Segundo ele, essa remuneração passou a integrar o Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento do Judiciário (FERJ), responsável, entre outras despesas, pelo pagamento das indenizações.
A decisão de migrar os recursos para o BRB gerou críticas internas, com desembargadores classificando a medida como “gravíssima”. O BRB é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades ligadas à tentativa de compra do Banco Master.
(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src=” fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, ‘script’, ‘facebook-jssdk’));
FONTE

