O ex-deputado federal Edilázio Júnior apagou todos os dados do próprio celular momentos antes de ser abordado pela Polícia Federal durante a deflagração da Operação 18 Minutos, que investiga a venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. Genro da desembargadora Nelma Sarney, apontada como líder da organização criminosa, Edilázio é suspeito de atuar como elo entre advogados e magistrados em um esquema que teria movimentado mais de R$ 54 milhões.
De acordo com a PF, Edilázio estava em Brasília quando a operação foi deflagrada, às 6h do dia 14 de agosto do ano passado. Às 8h20, já ciente da ação policial, ele restaurou seu aparelho para as configurações de fábrica, apagando conversas, documentos, imagens e e-mails. Ao desembarcar em São Luís, às 11h09, foi abordado por agentes federais que o aguardavam com ordem de busca e apreensão. Segundo os investigadores, ele agiu deliberadamente para destruir provas e embaraçar as investigações.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República, de 313 páginas, afirma que Edilázio e a sogra atuavam “de forma sistemática” para negociar decisões judiciais. Mensagens extraídas do celular da desembargadora reforçam o envolvimento do ex-parlamentar, citado como importante intermediário do “núcleo causídico” com o “núcleo jurídico” da organização. O grupo também é acusado de obter decisões milionárias em favor de advogados ligados ao esquema, incluindo saques contra o Banco do Nordeste.
Outro personagem central da investigação, o advogado Carlos Luna, também tentou destruir provas. Durante o cumprimento do mandado em seu apartamento, em São Luís, Luna atirou o próprio celular pela janela do décimo andar. O aparelho foi recolhido por um porteiro e entregue aos agentes, mas a perícia constatou que ele estava severamente danificado, impedindo a extração de dados.
Além de Nelma Sarney, Luna e Edilázio, também são alvos da operação os desembargadores Luiz Gonzaga Almeida Filho, Antônio Guerreiro Júnior, Marcelino Everton Chaves (aposentado) e os juízes Alice Rocha e Cristiano Simas. A PF identificou que advogados ligados ao grupo tinham acesso facilitado à Corte por meio de Nelma.
(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src=” fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, ‘script’, ‘facebook-jssdk’));
FONTE


