Edição Extraordinária (11/09)

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Turbinada

Ingrid Andrade (União Brasil) ganhou um reforço de peso no caixa. A candidata a deputada federal aparecia com R$ 400 mil arrecadados na prestação de 26 de agosto. Na atualização de 4 de setembro, o valor saltou para R$ 1,256 milhão, um acréscimo de R$ 856,5 mil. Todo o dinheiro declarado até então veio do Fundo Eleitoral. Apesar do caixa já milionário, nenhuma despesa aparecia registrada naquela prestação.

No fiado

Paulo Casé Fernandes (União Brasil) declarou apenas R$ 5 mil arrecadados, todos colocados pelo próprio candidato, mas já contratou R$ 103 mil em despesas. São mais de 20 vezes o que havia entrado no caixa. Só serviços jurídicos somam R$ 55 mil e apoio administrativo, outros R$ 45 mil. Até a prestação consultada, apenas R$ 3 mil tinham sido efetivamente pagos. A diferença entre arrecadação e contratação, isoladamente, não significa irregularidade.

Campanha de mil

Jerfeson Yann (PSD), candidato a deputado estadual, entrou na disputa com uma campanha quase franciscana. A prestação disponível registra apenas R$ 1 mil arrecadados, colocados pelo próprio candidato, e nenhuma despesa contratada. O valor corresponde a menos de 0,1% do teto permitido para a disputa por uma cadeira na Assembleia.

De candidato para candidato

João Lima (Avante) também aparece entre os caixas mais modestos da eleição. O candidato a deputado estadual recebeu apenas R$ 2,5 mil. O detalhe está na origem: todo o dinheiro veio da campanha de Aldo Rogério Ribeiro Ferreira, candidato a deputado federal. Até a última prestação disponível, João ainda não havia declarado despesas contratadas.

Uma mão só

Sargento Adriano (Republicanos) declarou R$ 8 mil arrecadados. Desse total, R$ 7 mil, ou 87,5%, vieram de uma única doadora, Shellry Barbosa de Melo. Os outros R$ 1 mil saíram do bolso do próprio candidato. No lado das despesas, a campanha seguia econômica: apenas R$ 200 contratados para impulsionamento de conteúdo.

Dois CPFs

Yuri Arruda (MDB) arrecadou R$ 12,3 mil e, até agora, não recebeu dinheiro dos fundos Eleitoral ou Partidário. Todo o caixa veio de duas pessoas físicas. O maior repasse, de R$ 7 mil, foi feito por Thyago Thanandro Silva Gomes e sozinho representa quase 57% de tudo o que entrou. A campanha havia desembolsado apenas R$ 1,68 mil.

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