O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, meteu-se em um constrangimento rocambolesco após vir à tona o uso de uma Toyota SW4 vinculada à segurança institucional em atividades que teriam beneficiado integrantes de sua família.
O ex-governador do Maranhão sempre buscou cultivar a imagem de bom moço, parceiro da imprensa nacional, pelo menos até o episódio em que a “dama do tráfico” foi flagrada perambulando pelo Ministério da Justiça, em 2024. Que o diga a jornalista Andrezza Mattais, demitida do Estadão após revelar o caso.
Agora, Dino teve a péssima ideia de “stalkear” um blogueiro local que denunciara que o veículo de luxo, comprado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão para atender à instituição, era usado pela esposa do ministro como penduricalho no dia a dia em São Luís.
A reação odiosa veio na véspera do Natal do ano passado, quando a Polícia Federal abriu procedimento, a mando do ministro, e passou a investigar o blogueiro, que acabou incluído no inquérito das Fake News por determinação consorciada com Alexandre de Moraes.
O episódio levantou questionamentos sobre a violação de princípios constitucionais como liberdade de imprensa e sigilo de fonte, mobilizando FENAJ, OAB, ABERT e ANJ, além de repercutir até na imprensa internacional.
Dino, que até então era conhecido mais de perto apenas pelos maranhenses, revelou-se em toda a sua plenitude suprema à opinião pública brasileira.
Em meio à crise sem precedentes de credibilidade do Supremo, formou-se a tempestade perfeita, e o antes celebrado como guardião da legalidade, caçador de penduricalhos e das emendas secretas passou a ser visto pelos brasileiros como um stalker político impiedoso, personagem que atua dentro e fora dos vestiários do “STF Futebol Clube”, disposto até a dobrar instituições e rasgar princípios basilares da República para perseguir um pobre blogueiro que, embora não tenha formação jornalística, atua há décadas na área e teve a audácia de expor os privilégios supremos de quem dizia combatê-los.
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