Dia dos pais: história de Fabrício e Aldemir mostra que nunca é tarde para reconhecer a paternidade

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Neste domingo (10), o Brasil comemora o Dia dos Pais. A data tem origem nos Estados Unidos, em 1909, quando Sonora Louise Smart Dodd decidiu homenagear o pai, William Jackson Smart. Ele foi agricultor, veterano de guerra e criou sozinho seis filhos após a morte da esposa no parto.

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No Brasil, a primeira comemoração aconteceu em 1953, no dia 16 de agosto, mesma data de São Joaquim, pai da Virgem Maria. A iniciativa foi do publicitário Sylvio Bhering, com objetivo de estimular o comércio no segundo semestre.

Paternidade em números

Segundo o Portal da Transparência do Registro Civil, São Luís registrou 17.872 nascimentos em 2024. Destes, 1.228 não tinham o nome do pai, conforme a Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA).

Em 2025, até agora, já foram 9.421 nascimentos, e a DPE apontou que 705 não tiveram o registro paterno.

Desde 2023, a Lei Estadual nº 11.961 obriga cartórios a informar à Defensoria todos os casos em que o pai não foi identificado na certidão de nascimento. O objetivo é combater o sub-registro, garantir o direito à identificação paterna e assegurar o pleno exercício da cidadania.

Reencontro e amor

Na contramão dos números, a história de Fabrício de Jesus Ferreira dos Santos e Aldemir Rios dos Santos mostra o valor do reconhecimento paterno.

Fabrício só teve o nome do pai na certidão de nascimento em 2023, aos 36 anos.

Ele conta que nasceu em 1987, fruto de um namoro adolescente. A família da mãe não permitiu que os dois ficassem juntos. Mais tarde, a mãe se casou com outro homem e a família mudou-se para o Pará.

Aos 14 anos, Fabrício conheceu o pai e os irmãos durante uma visita a São Luís. A partir daí, manteve contato e construiu uma relação próxima.

“Hoje nosso convívio é top demais. Temos amizade e respeito. Nunca brigamos. Isso é importante”, disse Fabrício.

O reconhecimento oficial veio por incentivo dos irmãos. Em 2023, com a ajuda da cunhada, ele conseguiu incluir o sobrenome do pai em apenas três dias — uma semana antes de se casar.

Agora, Fabrício se prepara para reencontrar a família no fim do ano e apresentar o primeiro neto a Aldemir.

“Ser pai para mim tá sendo uma coisa linda. O pai na vida da gente é nosso amigo, no nosso porto seguro. E o que eu vou passar para o meu filho é isso. Sempre ele vai poder contar com o pai dele, os tios dele e o avô dele”, destacou Fabrício.

A história mostra que o Dia dos Pais é sobre vínculo, presença e reconhecimento, seja ele construído desde o nascimento ou resgatado ao longo da vida.

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