O resultado do Chamamento Público nº 03/2026 da Secretaria Municipal de Cultura de São Luís (Secult), vencido pelo Instituto Movimentação e destinado à execução do São João da capital maranhense, lançou suspeitas sobre as conexões entre uma das empresas executoras dos serviços e agentes ligados ao setor de eventos maranhenses. O contrato tem valor total de R$ 10 milhões.
O procedimento já é citado em ações judiciais, recursos administrativos e representações que apontam supostas irregularidades, como habilitação de entidade impedida de contratar com o poder público, falhas documentais, possível quebra de isonomia e condução acelerada de etapas do processo seletivo.
Entre os novos pontos levantados está a atuação da Luminário Produções, empresa sediada em Recife, na estrutura operacional do evento, incluindo iluminação, sonorização, painéis de LED e infraestrutura.
Registros divulgados pela própria empresa mostram parceria com a Dux Produções, produtora maranhense do empresário Fernando Teixeira e que abrigou Esther Oliveira, atual adjunta da Secult, como “Head de Produção”. A pasta é responsável pela condução do chamamento questionado.
Profissionais e fornecedores de fora do Maranhão, sob influência de Teixeira na condução de decisões da pasta, teriam passado a ser comumente chamados para os eventos realizados pela Prefeitura de São Luís, como as últimas realizações de Carnaval, São João, Aniversário da Cidade e Réveillon.
Empresas que tentam participar dos chamamentos e editas seriam preteridas sem critérios claros, beneficiando sistematicamente os parceiros já estabelecidos pelo real comando da Cultura municipal.
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