Chuvas impulsionam aumento de dengue no Maranhão

Publicado em

O Maranhão registra aumento no número de casos de dengue em 2026. O cenário acende um alerta para a população, principalmente neste período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito transmissor.

De acordo com o Painel de Monitoramento da Dengue, o estado já confirmou dois óbitos neste ano, até o dia 9 de março. Outros quatro casos de morte ainda estão em investigação.

Na capital, São Luís, a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) contabiliza 351 casos prováveis de dengue até o dia 12 de março. Desse total, 118 foram confirmados por exames laboratoriais. Os demais seguem em análise.

Os dados mostram crescimento em relação ao ano passado. Em 2025, o Maranhão registrou 885 casos confirmados de dengue no mesmo período. Já em 2026, o número subiu para 1.269 casos, de acordo com números da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Enquanto isso, outras arboviroses apresentaram queda. Os casos de chikungunya passaram de 50 para 13, uma redução significativa. Já a zika caiu de 14 para apenas 1 caso confirmado.

Segundo especialistas, o período chuvoso é crítico para o aumento dos casos. O infectologista Carlos Frias explica que o mosquito Aedes aegypti se prolifera com mais facilidade nessa época.

“O combate ao mosquito é fundamental. A população precisa evitar água parada, que é onde o inseto se reproduz”, destacou.

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Por isso, a prevenção continua sendo a principal forma de combate.

Entre os cuidados recomendados estão evitar água parada em recipientes, pneus, garrafas e caixas abertas. A limpeza regular dos ambientes também é essencial.

Os sintomas da dengue incluem febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e dores no corpo. Já a zika costuma causar manchas na pele e coceira. A chikungunya se destaca por provocar fortes dores nas articulações.

Especialistas alertam para evitar a automedicação. Em caso de sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde.

Casos mais graves, como sangramentos, dor abdominal intensa e vômitos, exigem atendimento imediato em unidades de urgência. Apesar do avanço de estudos e da chegada de vacinas contra a dengue, a prevenção ainda é a principal forma de evitar a doença.

FONTE