Justiça não emitiu mandado de prisão contra Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva por causa da imunidade do período eleitoral.
O capitão da Polícia Militar Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, que está afastado das funções após ter agredido duas mulheres e atirado em um homem em um posto de combustíveis, prestou depoimento à polícia nesta terça-feira (6), em São Luís. A Justiça não deferiu um pedido de mandado de prisão devido à imunidade do período eleitoral e, por conta da ausência do documento, Jurambergson foi liberado.
O oficial prestou depoimento na Delegacia Especial da Mulher (DEM), na Casa da Mulher Brasileira. O local também foi onde uma das vítimas foi ouvida ainda no último sábado (3), quando ocorreu o episódio. A outra mulher que sofreu agressões ainda não tinha prestado depoimento e também foi ouvida nesta terça. Ela está sob medida protetiva de urgência e passou a ser acompanhada pela Patrulha Maria da Penha.
Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que Jurambergson foi liberado após o depoimento seguindo os procedimentos legais aplicáveis ao caso naquele momento.
A secretaria esclareceu que o período para prisão em flagrante já havia transcorrido e que, no período eleitoral, a legislação estabelece restrições específicas para a prisão de eleitores, ressalvadas as hipóteses previstas em lei.
Ainda segundo a SSP, as investigações seguem em andamento e novas medidas estão sendo adotadas junto aos órgãos competentes, com encaminhamento de elementos ao Ministério Público para manifestação dos próximos passos. Na esfera administrativa, a Corregedoria da Polícia Militar mantém os procedimentos para apuração da conduta do oficial.
Relembre o caso
O caso aconteceu na manhã do último sábado em um posto de combustíveis na Avenida Jerônimo de Albuquerque, na Cohama. Uma câmera de segurança instalada no local registrou o momento das agressões.
Na gravação é possível observar que em determinado momento Jurambergson saca uma arma de fogo que carregava na cintura. Em seguida, quando o policial estava agredindo uma das vítimas em um canto da fachada com coronhadas, um tiro é disparado e atinge o pescoço de um homem. Ele foi encaminhado a uma unidade hospitalar, mas o estado de saúde atualizado é desconhecido.
A Corregedoria da Polícia Militar afastou o capitão e abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta e adotar medidas cabíveis. Equipes fizeram buscas para localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado e foi considerado foragido.

