Parlamentar, que teria renda líquida inferior a R$ 2.700, é citado em reportagem por ostentar relógios Rolex avaliados em até R$ 260 mil
Após uma denúncia apresentada por comunicadores de uma Web TV com sede em Coelho Neto, no Maranhão, o vereador Samuel Aragão volta ao centro de novas suspeitas e questionamentos públicos. Desta vez, as atenções se concentram no patrimônio e no padrão de vida ostentado pelo parlamentar, diante da diferença entre sua renda líquida registrada oficialmente e os bens de alto valor que aparecem associados à sua imagem pública.
Dados da folha de pagamento consultada referentes a junho de 2026 apontam que o vereador possui remuneração bruta de R$ 8.200,00. Após os descontos registrados no documento oficial, o valor líquido recebido é de R$ 2.685,19.

As suspeitas ganharam repercussão após reportagem mencionar que Samuel Aragão teria sido visto utilizando dois relógios da marca Rolex, avaliados em até R$ 260 mil, conforme valores apresentados na publicação.

A partir daí, surge uma pergunta que passou a ser levantada no debate público:
Como um parlamentar que recebe pouco mais de R$ 2,6 mil líquidos por mês consegue manter um padrão de vida associado a bens de elevado valor?
O valor atribuído aos dois relógios, se confirmado, representaria aproximadamente oito anos de salário líquido do vereador, sem considerar despesas básicas, moradia, veículos, viagens ou qualquer outro custo de vida.
A questão, portanto, não é simplesmente o uso dos relógios de luxo. O ponto central é compreender a origem dos recursos e a compatibilidade entre a renda conhecida, o patrimônio e o padrão de vida apresentado publicamente.
Samuel Aragão também é conhecido politicamente por ser genro do prefeito de Duque Bacelar, Flávio Furtado, já investigado por supostos desvios de dinheiro público do municipio, circunstância que aumenta as suspeitas e o interesse público sobre sua trajetória patrimonial.
Enquanto o genro segue ostentando uma vida de luxo, o sogro Flavio Furtado segue sendo investigado pelo Ministério Público e Policia Federal.

O caso, portanto, deixa uma pergunta no ar:
