“Antonia Cariongo não pode ser rifada”, afirmam entidades negras e feministas

Publicado em

Entidades dos movimentos negro, feminista, quilombola e popular divulgaram uma carta nesta terça-feira (28) contra a retirada da pré-candidatura ao Senado de Antonia Cariongo (PSOL). Uma articulação nacional levou o partido ao palanque de Felipe Camarão (PT), destinando uma vaga ao Senado a Enilton Rodrigues, que era pré-candidato aos Leões pelo partido. Pelo acordo, Franklin Douglas (PSOL) fica com a primeira suplência e a Rede Sustentabilidade deve indicar a segunda. O documento defende que a líder quilombola permaneça na disputa à Câmara Alta.

Na avaliação das organizações, a exclusão de Cariongo não pode ser tratada apenas como uma disputa entre correntes partidárias. A carta sustenta que a decisão envolve representatividade, racismo, desigualdade de gênero e violência política contra mulheres negras.

“Antonia Cariongo não pode ser rifada. Mulheres negras e quilombolas têm o direito de disputar e ocupar o poder”, afirma o documento.

Entre as signatárias estão o Instituto Marielle Franco, a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras, o Mulheres Negras Decidem, a Casa da Mulher do Nordeste, o Odara – Instituto da Mulher Negra, a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco.

No Maranhão, assinam a carta o Fórum Maranhense de Mulheres, o Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas no Maranhão (Conaq-MA), o Coletivo de Quilombos Rurais do Maranhão (Coquirma) e o Movimento Quilombola de Bequimão (MOQBEQ), entre outras organizações.

(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src=” fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, ‘script’, ‘facebook-jssdk’));

FONTE