Adolescente é apreendido por suspeita de envolvimento na morte de jovem no Tibiri

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Novos desdobramentos apontam para a identificação dos autores do ataque que matou o jovem no Rio do Meio; adolescente de 16 anos foi apreendido e prestou depoimento.

As investigações sobre o homicídio de Jefter da Silva Pereira, ocorrido na última sexta-feira (19), na região do Rio do Meio, no bairro Tibiri, em São Luís, ganharam um novo desdobramento nesta terça-feira (23). Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela Polícia Militar suspeito de participação no ataque que terminou com a morte do jovem e deixou outras duas pessoas feridas.

De acordo com informações da Polícia Militar, equipes realizavam rondas na região da Vila Valian quando receberam denúncias de moradores indicando que um dos envolvidos no crime estaria próximo a uma sucata localizada na Avenida Metropolitana. Os policiais seguiram até o local e encontraram o adolescente.

Ainda segundo a PM, durante a abordagem, o jovem relatou detalhes sobre a dinâmica da ação criminosa. Ele teria admitido participação no ataque, mas negou ter efetuado disparos. O adolescente afirmou que ajudou a retirar e transportar o corpo de outro suspeito que morreu após o crime, conhecido pelo apelido de “Loirinho”. Diante das informações, ele foi conduzido à Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), onde prestou esclarecimentos sobre sua participação no caso.

O governador Carlos Brandão se manifestou nas redes sociais sobre o andamento das investigações e destacou a apreensão do adolescente suspeito de envolvimento no crime. Na publicação, Brandão afirmou que as forças de segurança estão tratando o caso como prioridade e informou que os outros três suspeitos de participação no homicídio já foram identificados pela Polícia Civil.

Relembre o caso

Jefter da Silva Pereira foi morto na noite da última sexta-feira (19), enquanto assistia ao jogo da Seleção Brasileira com familiares e amigos em uma residência na região do Rio do Meio, no bairro Tibiri, zona rural de São Luís. Segundo as investigações, cerca de quatro homens armados saíram de uma área de mata nos fundos do imóvel e abriram fogo contra o grupo, que reunia aproximadamente dez pessoas.

Jefter foi atingido por vários disparos, chegou a ser socorrido e levado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Outras duas pessoas também foram baleadas durante o ataque. Entre elas, um primo da vítima, atingido na perna e no pé. Outra vítima foi ferida no pescoço. Ambos sobreviveram, receberam atendimento médico e já prestaram depoimento à polícia.

Suspeito morreu após o ataque

Outro ponto investigado pela Polícia Civil é a morte de um homem conhecido pelo apelido de “Loirinho”, apontado como um dos participantes da execução de Jefter.

Segundo o delegado Murilo Lapenda, testemunhas relataram que, no momento do crime, os criminosos acabaram fazendo barulho ao se aproximarem da residência. A movimentação chamou a atenção das pessoas que estavam no local, que se assustaram e tentaram fugir. Foi nesse momento que os disparos começaram.

Durante o ataque, Loirinho teria sido atingido por um tiro disparado pelos próprios comparsas. Mesmo ferido, ele ainda conseguiu atirar contra Jefter, enquanto os demais suspeitos efetuavam disparos contra as outras pessoas presentes na residência.

Após ser baleado, o suspeito fugiu para uma área de matagal. Conforme a investigação, ele chegou a entrar em contato com a companheira por telefone, informando que havia sido atingido e pedindo ajuda. No entanto, foi localizado por integrantes de uma facção rival e teve o corpo queimado.

De acordo com o delegado, Loirinho já era conhecido pela polícia desde 2019 e acumulava passagens pelo sistema criminal. Testemunhas o reconheceram como um dos participantes do ataque, mesmo utilizando uma máscara durante a ação, já que parte do rosto estava descoberto.

A Polícia Civil afirma que já possui informações importantes sobre a dinâmica dos dois crimes e segue investigando o caso para esclarecer a participação de cada envolvido, identificar todos os autores do ataque e confirmar a motivação do homicídio.

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