Teia revela conexões financeiras entre Camarão e militares a serviço do Governo

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O requerimento do Ministério Público, através do Gaeco, que pede o afastamento cautelar do exercício de função pública de Felipe Camarão revela conexões financeiras suspeitas entre o vice-governador e policiais militares lotados no Gabinete Militar do Governo do Estado. O documento foi divulgado em primeira mão pelo Portal O Informante.

Além do afastamento de Camarão, o requerimento pede a mesma medida contra Thiago Brasil Arruda e Alexandre Guimarães Nascimento, policiais militares disponibilizados ao Executivo estadual e que atuam a serviço da vice-governadoria.

O documento revela uma verdadeira teia, onde os policiais operavam financeiramente a serviço do vice-governador e de familiares, como irmãos e a ex-esposa e ex-sogros de Camarão.

O fracionamento das operações, técnica utilizada para evitar a rastreabilidade dos recursos, também chamou a atenção do Ministério Público. No período investigado, de 2022 a 2025, foram R$ 360.007,00 em valores iguais ou inferiores a R$ 2.000,00.

Também foi observado o volume de transações via pix. Ao todo, foram identificados 1.085 beneficiários de valores remetidos por Felipe Camarão, sendo 863 pessoas físicas e 222 pessoas jurídicas.

Também foram apontadas pelo MP transações relacionadas a aquisições de imóveis “na planta” na região da Península, área nobre de São Luís, sem que constem contratos em nome do vice-governador. O valor total dos imóveis chega a R$ 4.777.130,99.

Há ainda comprovantes de pagamento de despesas como diárias em hotéis e quitação anual de mensalidades escolares em nome tanto de Thiago, quanto de Alexandre, com comprovantes remetidos a um e-mail pessoal de Camarão.

Foram apontadas ainda pela representação a existência de múltiplas contas de WhatsApp registradas com números de telefones pertencentes aos envolvidos, porém com características de perfis falsos, reforçando, segundo o MP, “o padrão de utilização de interpostas pessoas e de linhas telefônicas formalmente atribuídas a terceiros como mecanismo de dissimulação”.

O documento mostra, ainda, as transações diretas entre Felipe Camarão e os demais alvos do requerimento:

Diante do conjunto probatório, o MP requer a suspensão da função pública dos envolvidos, a fim de “resguardar a higidez da instrução criminal, assegurar a efetividade da persecução penal e interromper o estado de risco decorrente da permanência dos requeridos em suas funções”.

O documento foi protocolado no dia 2 de março pelo procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira.

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