Uma reportagem investigativa publicada pela revista Piauí revelou detalhes de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do Judiciário brasileiro em processos ligados ao tráfico internacional de drogas. No material, o desembargador maranhense Ney de Barros Bello Filho aparece citado em conversas interceptadas pela Polícia Federal durante investigações relacionadas à traficante Karine de Oliveira Campos, apontada como uma das principais líderes de um esquema de envio de cocaína do Brasil para a Europa. O conteúdo foi originalmente publicado em janeiro deste ano, mas voltou a ganhar ampla repercussão na imprensa do Maranhão neste sábado (7).
Segundo a reportagem, em diálogos atribuídos a familiares de um integrante da quadrilha, a irmã do investigado Leonardo Costa Nobre, identificada como Juliana, teria afirmado que o magistrado “ganha uma beirada” em negociações para obtenção de decisões judiciais favoráveis. As mensagens também mencionariam pagamentos que teriam sido feitos por meio de intermediários, um deles chegando a R$ 1,5 milhão. De acordo com a apuração da revista, o suposto esquema envolveria tentativas de corromper integrantes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região para garantir decisões judiciais favoráveis a investigados ligados ao tráfico internacional.
Procurado pela Piauí, Ney Bello afirmou, em nota, que nega qualquer relação com o advogado citado no caso ou com os fatos investigados.
Não é a primeira polêmica recente envolvendo o nome do magistrado, que já havia aparecido em meio a discussões políticas no Maranhão em outubro de 2025, quando mensagens atribuídas a ele circularam nos bastidores da política estadual. Nos diálogos, havia pressão para que o governador Carlos Brandão deixasse o cargo no Palácio dos Leões, permitindo que o vice-governador Felipe Camarão assumisse o comando do Executivo estadual. Na ocasião, o desembargador não chegou a negar a autoria das mensagens que circularam no meio político.
A reportagem também menciona Ravik de Barros Bello Ribeiro, filho do desembargador Cândido Ribeiro, igualmente de origem maranhense. Segundo a apuração, Ravik teria participado de reuniões com familiares de investigados e, de acordo com a Polícia Federal, chegou a receber uma caixa com parte de valores ligados ao suposto esquema em Belo Horizonte.
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