O debate sobre a eventual saída de Eduardo Braide da Prefeitura de São Luís para disputar o Governo do Maranhão reacende um dado incômodo na política brasileira, rememorado nesta semana pelo Jornal O Globo: desde 2000, 70% dos prefeitos de capitais que renunciaram ao mandato para concorrer ao Executivo estadual acabaram derrotados. Dos 19 que tentaram a estratégia, apenas seis conseguiram se eleger governadores. O levantamento amplia a pressão sobre Braide, que tem menos de 50 dias para decidir se permanece no cargo até 2028 ou aposta em um projeto estadual já em 2026.
No Maranhão, o precedente mais emblemático é o de Jackson Lago. Em 2002, ele deixou a Prefeitura de São Luís para disputar o Palácio dos Leões, mas foi derrotado por José Reinaldo Tavares. O episódio é frequentemente lembrado como exemplo dos riscos eleitorais de interromper um mandato municipal para alçar voos maiores. O eleitor tende a enxergar a decisão como quebra de compromisso, especialmente quando o gestor foi eleito com promessa de cumprir quatro anos.
Especialistas apontam que o cálculo político envolve não apenas popularidade na capital, mas capilaridade no interior, fator decisivo em estados com forte peso fora das regiões metropolitanas. No caso maranhense, onde a maioria do eleitorado está fora de São Luís, a decisão exige estratégia sólida e alianças amplas. Para Braide, a escolha pode definir o futuro da própria trajetória política.
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