Ascensão do comandante Pitágoras teria desagradado colegas de farda, diz agência

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A chegada do coronel Pitágoras Mendes Nunes ao comando-geral da Polícia Militar do Maranhão, após a saída do coronel Paulo Fernando Moura Queiroz em meio ao “Escândalo dos Táxis Fantasmas”, não seria uma unanimidade na corporação, segundo a Agência Pública.

Indicado pelo governador Carlos Brandão (PSB), Pitágoras é visto por colegas de farda como uma escolha inoportuna devido à sua recente promoção ao posto de coronel e à posição no ranking de antiguidade da PM. 

Promovido a coronel em agosto deste ano, Pitágoras era o 90º colocado em uma lista que considerava critérios como tempo de serviço, experiência, artigos e cursos acadêmicos, além da conduta na corporação. Ele e outros cinco teriam sido promovidos sem ocupar primeiras posições na lista interna, segundo a Agência. “O coronel é o mais novo entre os 41 oficiais superiores da PM do Maranhão”, observou um policial na condição de anonimato. 

O fator idade é considerado um ponto crítico entre os que discordam da nomeação do novo comandante. “Como é que um cara, o mais moderno dos coronéis [o mais novo na patente], é indicado ao comando-geral de uma instituição de quase 200 anos?”, teria comentado um policial militar em um grupo de WhatsApp. 

A ascensão de Pitágoras ocorre em meio à crise e o desgaste institucional causados pelas denúncias envolvendo oficiais da PM e o uso indevido de alvarás de táxi para compra de carros com descontos, a partir da reportagem veiculada pelo Fantástico do último domingo (15). 

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