Com vistos suspensos, resta ao STF a Nova Iorque maranhense

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Com a suspensão dos vistos de entrada nos Estados Unidos para oito dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal, articulada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, um novo destino desponta no radar do Judiciário brasileiro: Nova Iorque do Maranhão. Pequena e pacata, a cidade do interior nordestino virou referência irônica nas redes sociais como a única “Nova York” que os togados ainda podem visitar sem restrições diplomáticas.

O município, com pouco mais de 5 mil habitantes, fica a cerca de 500 quilômetros de São Luís e é conhecido por suas festas religiosas e pela vista às margens do rio Parnaíba, que separa o Maranhão do Piauí. Embora leve o nome da metrópole americana, Nova Iorque do Maranhão está longe dos arranha-céus e do agito da Quinta Avenida. Por lá, o ponto mais movimentado é a praça central, onde ainda se conversa à sombra dos cajueiros e se espera o tempo passar sem pressa.

O gesto do governo dos EUA, visto por muitos como uma retaliação política a decisões judiciais que atingiram aliados de Donald Trump no Brasil, incluindo Jair Bolsonaro, gerou reações no Congresso Nacional e no Itamaraty. Gleisi Hoffmann classificou a medida como “afronta à soberania nacional”, enquanto o governo brasileiro ainda avalia uma resposta formal. A restrição atingiu ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino e o presidente da Corte, Roberto Barroso, todos alvos preferenciais da base trumpista.

Diante da nova realidade diplomática, resta ao Supremo se conformar com destinos domésticos. E, quem sabe, descobrir em Nova Iorque do Maranhão uma nova jurisdição para os seus recessos: sem glamour, mas com hospitalidade e muita tapioca no café da manhã.

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