Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular da lobista Roberta Luchsinger indicam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria participado da articulação de uma agenda do governador Carlos Brandão (MDB) no Palácio do Planalto, em maio de 2024. Segundo reportagem do Estadão, a investigação apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo a lobista e o filho do presidente Lula.
“Brandão hoje vai lá no palácio, que seu pai falou que vai prosseguir com aquela liberação da obra dele”, teria dito Roberta em áudio a Lulinha. Na sequência, disse que o então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, receberia o governador. “Eu já avisei o Brandão que você conseguiu a agenda”, disse. O encontro do governador do Maranhão no Planalto efetivamente ocorreu em 22 de maio de 2024, segundo a agenda oficial citada pela reportagem.
A investigação também identificou relações comerciais de Roberta com empresários que obtiveram contratos no Maranhão. A 3Structure, de Cléber Ribas, fechou R$ 5,8 milhões em contratos com órgãos estaduais em 2024. A PF afirma que Roberta intermediava interesses da empresa e mantinha conversas com autoridades do governo. O Hospital dos Servidores Públicos do Maranhão, por sua vez, repassou R$ 4,4 milhões à lobista, conforme dados do Coaf citados na investigação.
Em resposta ao Estadão, Brandão negou qualquer relação com Roberta Luchsinger e afirmou que sua agenda “não depende da articulação de terceiros”.
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