Prefeito do Maranhão ameaça quem não votar em Flávio Bolsonaro, diz Metrópoles

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O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda, é acusado de ameaçar servidores municipais que não apoiarem a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo reportagem publicada pelo Metrópoles nesta sexta-feira (7), mensagens e áudios atribuídos ao gestor relacionam a permanência de funcionários nos cargos ao voto no candidato bolsonarista.

Em uma das mensagens obtidas pelo portal, Bermuda teria convidado servidores para um culto evangélico em tom de ameaça. “Vamos ao culto hoje na Assembleia de Deus. Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula, após a eleição, tá na rua”, dizia o texto.

Um jingle que circula em grupos do município reforça o teor das ameaças. “Já vou avisando, quem não apoiar o Flávio, já pode arrumar a mala e ir pra obra”, diz um trecho da música. Servidores ouvidos pelo Metrópoles relataram ainda ambiente de pressão e medo de represálias dentro da administração municipal.

Procurado pelo portal, Bermuda não negou a possibilidade de cortes em caso de vitória de Lula. “Se eu for obrigado a demitir servidores, vou começar pelos petistas”, declarou. Horas depois, alegou que poderia estar sendo vítima de perfis falsos e montagens. O Metrópoles informou, porém, que o número presente nos registros analisados é o mesmo utilizado pelo prefeito em contato com a reportagem.

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