O carioca Ricardo Cappelli, uma espécie de “mão do rei” de Flávio Dino na segunda metade do governo comunossocialista no Maranhão e durante a breve passagem do ministro pelo Ministério da Justiça, confirmou nesta semana a candidatura ao Governo do Distrito Federal.
Ex-conselheiro da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pelo Porto do Itaqui, e ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cappelli deixou os cargos para disputar a eleição. À frente da autarquia federal vinculada ao governo Lula, acumulou mais propaganda institucional do que resultados concretos desde 2023.
Durante a passagem pela Secretaria de Estado da Comunicação do Maranhão, Cappelli cumpria as diretrizes de Flávio Dino na relação com a imprensa. Sob sua gestão, os gastos com publicidade atingiram patamares inéditos no Palácio dos Leões, enquanto profissionais e veículos de comunicação considerados adversários do governo passaram a ser alvo de uma política de hostilidade e pressão.
Filiado ao PSB, Cappelli aparece nas últimas posições das pesquisas para o Governo do Distrito Federal, disputa liderada pela governadora Celina Leão (Progressistas). Apesar da projeção nacional obtida como interventor federal na segurança pública do DF após os atos de 8 de janeiro de 2023, não conseguiu o apoio oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que preferiu manter a candidatura de Leandro Grass (PT).
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