Moradores denunciam erosão que ameaça casas na rua no bairro João de Deus há mais de 20 anos

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Sem saneamento básico e temendo novos deslizamentos, comunidade convive há mais de 20 anos com grande erosão e esgoto a céu aberto

Há mais de duas décadas, moradores da Rua 15 de Novembro, no bairro João de Deus, em São Luís, convivem com uma situação que coloca em risco a segurança e a saúde da comunidade. Casas construídas às margens de uma grande erosão, esgoto correndo a céu aberto, acesso precário e o medo constante de novos deslizamentos fazem parte da rotina de quem vive no local.

Além da dificuldade de locomoção, os moradores afirmam que enfrentam problemas relacionados à falta de saneamento básico. O esgoto exposto favorece a proliferação de insetos e animais, enquanto a erosão dificulta o acesso de idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

Segundo a moradora Raymara Oliveira, a situação afeta diretamente o dia a dia da comunidade. Ela relata que ambulâncias têm dificuldade para chegar às residências devido às condições do acesso, obrigando moradores e equipes de resgate a improvisarem o transporte de pacientes por um trecho íngreme e perigoso.

“Aqui é muito complicada viver assim entendeu porque a gente tem nossas criança tem idosos entendeu e aqui tem dengue tem jacaré e como vocês olha atrás de mim é muito dificultoso pra gente subir e descer quando a gente precisa de ambulância aqui não vem aqui não vem”, afirma a moradora

A situação também ganhou repercussão nas redes sociais. Vídeos gravados pelos próprios moradores mostram que, durante o período chuvoso, o esgoto desce pela encosta como uma espécie de cachoeira. Misturada à água da chuva, a água invade o caminho utilizado pelos moradores e, em diversos casos, chega a entrar nas residências, causando ainda mais transtornos.

O problema não é recente. Em maio de 2025, a TV Difusora já havia mostrado as dificuldades enfrentadas pela comunidade. Na época, moradores denunciavam que, sempre que chovia, a água invadia as casas e que a falta de infraestrutura colocava em risco a vida de quem precisava entrar ou sair da região.

Desde então, a principal melhoria foi a construção de uma pequena ponte de concreto. A obra, no entanto, não foi realizada pelo poder público, mas pelos próprios moradores, que se uniram para criar uma passagem mais segura sobre um dos trechos críticos da erosão.

Apesar disso, a realidade continua praticamente a mesma. Escadarias improvisadas e já deterioradas, mato alto, lixo acumulado e esgoto a céu aberto ainda fazem parte do cenário. As condições precárias também dificultam o acesso de veículos essenciais, como ambulâncias, comprometendo o atendimento em situações de emergência.

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