Saulo Arcangeli defende socialismo e diz que PSTU representa alternativa na disputa pelo Governo

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O pré-candidato ao Governo do Maranhão pelo PSTU, Saulo Arcangeli, defendeu a construção de uma sociedade socialista, fez críticas aos governos estadual e federal e afirmou que sua pré-candidatura representa uma alternativa ao cenário político maranhense. As declarações foram dadas nesta terça-feira (14), durante entrevista ao Jornal da Difusora 2ª Edição, conduzida pelos jornalistas Giovanni Spinucci e Ricardo Marques.

A entrevista integra a série realizada pela TV Difusora com os pré-candidatos ao Palácio dos Leões para as eleições de 2026.

Ao comentar a decisão do partido de disputar o governo estadual, Arcangeli afirmou que o Maranhão é um dos estados que mais evidenciam as desigualdades sociais do país e defendeu que a riqueza produzida pela população não se traduz em melhorias para os trabalhadores.

“O Maranhão é um estado rico, mas essa riqueza fica para um punhado de pessoas”, afirmou.

Questionado sobre a viabilidade das propostas do PSTU, Saulo Arcangeli voltou a defender o socialismo como alternativa ao modelo econômico atual. Segundo ele, o capitalismo amplia a concentração de renda e aprofunda as desigualdades sociais.

O pré-candidato também afirmou que o partido defende a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com escala de quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3), além da revogação da reforma trabalhista.

“O socialismo não é socializar a pobreza. Nós temos que socializar a riqueza. Uma economia planificada, em que todos possam usufruir dos benefícios do seu trabalho”, destacou.

Durante a entrevista, Arcangeli criticou indicadores sociais do Maranhão, como os índices de pobreza, a dependência de programas de transferência de renda e a precarização das relações de trabalho.

Críticas à saúde pública

Na área da saúde, o pré-candidato criticou a gestão dos serviços públicos e responsabilizou a terceirização pela precarização do atendimento. Ao comentar as mortes de crianças no Hospital da Criança, em São Luís, noticiadas pela imprensa maranhense nesta terça-feira a partir de denúncias do Ministério Público do Maranhão (MPMA), Arcangeli atribuiu os problemas à política de gestão adotada pelo poder público.

Ele também voltou a defender a realização de concursos públicos e criticou a contratação de profissionais por meio de processos seletivos.

“Eles querem entregar a saúde da população para uma empresa. Então, eles são culpados pela morte dessas crianças. No estado também a saúde é privatizada através da EMSERH. Você não tem concurso público há mais de 20 anos, são seletivos”, pontuou.

Cenário político

Ao analisar a disputa eleitoral no Maranhão, Arcangeli afirmou que apenas o PSTU apresenta uma candidatura baseada em princípios ideológicos. Segundo ele, partidos de esquerda e centro-esquerda estariam divididos entre diferentes projetos políticos.

O pré-candidato citou o apoio de setores do PT a diferentes nomes colocados para a disputa pelo Governo do Estado e criticou alianças entre lideranças partidárias, afirmando que elas estariam mais voltadas à ocupação de cargos do que ao debate de propostas para o Maranhão.

“Nossa pré-candidatura é uma alternativa que está fora dessa lama política. Eles querem apenas uma disputa por cargos e pelo poder”, disse.

Saulo Arcangeli também defendeu que a campanha eleitoral discuta temas como geração de emprego e renda, conflitos no campo, modelo de desenvolvimento econômico, reforma trabalhista e exploração da Margem Equatorial.

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