Casos de Aids caem quase 50% no Maranhão em cinco anos, aponta Ministério da Saúde

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Porto Alegre, RS – 21/12/2017 SMS, através da IST/Aids, acompanha a ação da US Santa Marta de testagem rápida junto a profissionais do sexo. Local: Drive In. Rua Leopoldo Froes
Foto: Cristine Rochol/PMPA

O Maranhão registrou uma redução de quase 50% nos casos de Aids nos últimos cinco anos. Dados do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostram que o estado passou de 365 casos em 2020 para 188 em 2024, uma queda de aproximadamente 48,5% no período.

A redução acompanha a tendência observada em todo o país após o período mais crítico da pandemia de covid-19. Segundo o boletim, o Brasil também apresentou queda nos registros da doença, com redução de 1,5% entre 2023 e 2024, além de diminuição na taxa de mortalidade por aids.

Apesar do avanço, o cenário ainda exige atenção. O Ministério da Saúde destaca que o Maranhão apresentou uma das menores reduções na taxa de detecção de aids entre as unidades da Federação na comparação entre 2014 e 2024. No período, a queda foi de apenas 2,1%, indicando estabilidade na incidência da doença ao longo da última década.

Outro dado que preocupa é a situação de São Luís. A capital maranhense permanece entre as cidades brasileiras com as maiores taxas de detecção de HIV. Em 2024, foram registrados 42,3 casos por 100 mil habitantes, colocando São Luís entre as capitais com maior incidência do país, ao lado de Florianópolis, Manaus, Boa Vista, Natal, Belém, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

Na prevenção da transmissão vertical, o Maranhão também segue sob monitoramento. Em 2024, o estado notificou 382 gestantes, parturientes ou puérperas vivendo com HIV e 353 crianças expostas ao vírus, indicadores utilizados pelo Ministério da Saúde para avaliar a qualidade da assistência no pré-natal e fortalecer as estratégias de prevenção da transmissão do HIV da mãe para o bebê.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da testagem, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento antirretroviral têm contribuído para a redução dos casos de aids e dos óbitos relacionados à doença. O órgão, no entanto, reforça que o fortalecimento das ações de prevenção, vigilância epidemiológica e ampliação do diagnóstico precoce continua sendo essencial para reduzir a transmissão do HIV.

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