IBGE: TV por assinatura perde espaço no Maranhão, streaming avança e rádio segue em queda

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Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD Contínua TIC 2025), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (2), mostram mudanças nos hábitos dos maranhenses, com queda da TV por assinatura, avanço dos serviços de streaming e redução da presença do rádio nos domicílios.

Segundo o levantamento, a televisão continua presente na maioria das residências do estado, mas perdeu espaço. Em 2025, 89,6% dos domicílios maranhenses possuíam aparelho de TV, percentual inferior aos 90,5% registrados em 2024.

A pesquisa também aponta uma forte retração da TV por assinatura. O serviço está presente em apenas 12,9% dos domicílios com televisão no Maranhão, contra 16,7% no ano anterior. Entre os principais motivos apontados pelos entrevistados para não contratar o serviço estão a falta de interesse e o alto custo da assinatura.

Enquanto isso, os serviços de streaming seguem ganhando espaço. Em 2025, 27,3% dos domicílios maranhenses com televisão tinham acesso pago a plataformas de vídeo sob demanda. Apesar do avanço desse modelo de consumo, o Maranhão aparece entre os menores índices do país, ficando à frente apenas do Piauí.

Outro dado que chama atenção é o crescimento do número de residências com televisão, mas sem acesso a canais abertos ou fechados. Em três anos, esse total mais que dobrou no estado, passando de 68 mil domicílios, em 2022, para 163 mil em 2025, reflexo das mudanças nas formas de consumo de conteúdo audiovisual.

O levantamento do IBGE também mostra que o rádio segue perdendo espaço dentro das casas maranhenses. Em 2025, apenas 31% dos domicílios possuíam aparelho de rádio, percentual inferior aos 37,3% registrados em 2022. O instituto destaca que essa queda acompanha a mudança nos hábitos de consumo, já que grande parte da população passou a ouvir emissoras pelo telefone celular e por plataformas digitais.

As transformações também aparecem na forma como os maranhenses utilizam a internet. Entre os usuários com 10 anos ou mais, 85,8% afirmaram assistir a vídeos, séries e filmes pela internet, 80,2% disseram ouvir músicas, rádio ou podcasts e 62,2% utilizam a rede para ler jornais, notícias, livros ou revistas. Além disso, 81,9% acessam redes sociais, consolidando o ambiente digital como principal plataforma de consumo de informação e entretenimento no estado.

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