O vice-governador do Maranhão e pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Felipe Camarão, afirmou que sua pré-candidatura segue fortalecida pelo apoio de partidos da base aliada e voltou a contestar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). As declarações foram feitas durante entrevista ao Jornal da Difusora 2ª Edição, nesta terça-feira (30).
A entrevista de Felipe Camarão foi a primeira de uma série que o JD2 fará semanalmente com os pré-candidatos ao Governo do Maranhão.
Ao comentar sobre sua relação com o grupo político ligado ao ex-governador Flávio Dino, Camarão afirmou que o PSB permanece ao lado de sua pré-candidatura. Segundo ele, os seis deputados estaduais da legenda participaram do lançamento de seu projeto político no dia 1º de junho, quando o presidente nacional do PT confirmou seu nome na disputa pelo Palácio dos Leões.
O vice-governador explicou que a ausência de agendas conjuntas com outras lideranças ocorre por uma estratégia de articulação política neste período de pré-campanha. “Cada um está cumprindo sua agenda para fortalecer suas bases. A partir da convenção, prevista para o dia 1º de agosto, estaremos todos juntos na campanha”, afirmou.
Segundo Camarão, atualmente sua pré-candidatura conta com o apoio de PT, PCdoB, PV e PSB, além de manter diálogo com PSOL e Rede para ampliar a frente de partidos de esquerda no Maranhão.
Críticas à CPI
Durante a entrevista, Felipe Camarão também voltou a rebater as investigações conduzidas pela CPI da Alema, que apura movimentações financeiras apontadas em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O vice-governador classificou a investigação como “ilegal”, “abusiva” e sem fundamento.
“É uma investigação totalmente ilegal, abusiva, sem nenhum tipo de fundo de veracidade para qualquer irregularidade”, declarou.
Camarão afirmou ainda que uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a investigação judicial relacionada ao caso e acusou adversários políticos de tentarem transformar o assunto em pauta eleitoral por meio da CPI.
Ele voltou a negar qualquer irregularidade, disse que possui patrimônio declarado e que suas declarações de Imposto de Renda são públicas.
Questionado sobre a atuação de aliados para tentar barrar o andamento da comissão, o vice-governador negou que haja tentativa de impedir as investigações. Segundo ele, o objetivo é garantir que a apuração ocorra dentro da legalidade.
Na entrevista, Camarão defendeu a atuação do deputado estadual Rodrigo Lago, que, segundo ele, busca ampliar o alcance das investigações para todos os contratos e despesas da área da educação, e não apenas concentrar a apuração em seu nome.
O pré-candidato também argumentou que a comissão não possui um fato determinado e ressaltou que, como vice-governador, não exerce a função de ordenador de despesas nem possui atribuição sobre contratos do Governo do Estado.
Polarização política
O vice-governador afirmou que a polarização política nacional ainda não se refletiu na disputa eleitoral maranhense. Segundo Camarão, neste momento a população está mais voltada para temas do cotidiano do que para a campanha eleitoral.
“Tenho andado bastante, mas o maranhense hoje está preocupado com festa junina, com a Copa do Mundo, com colocar comida na mesa, com segurança e com os filhos na escola. Acho que essa polarização ainda não chegou ao estado e deve esquentar apenas entre agosto e setembro”, afirmou.
