O Estadão acusou o ministro Flávio Dino de atuar como militante da reeleição de Lula dentro do Supremo Tribunal Federal. Em editorial publicado neste domingo (27), o jornal afirmou que o ex-governador do Maranhão atropelou competências ao derrubar uma ordem de André Mendonça contra publicações falsas envolvendo Flávio Bolsonaro.
Mendonça havia determinado, no Tribunal Superior Eleitoral, a retirada de 1.125 publicações que associavam o candidato do PL a um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Para o Estadão, a intervenção de Dino teve motivação eleitoral.
O jornal também cobrou coerência na defesa da liberdade de expressão. O editorial lembrou o caso de um blogueiro do Maranhão e acusou Dino de ignorar o sigilo da fonte e a liberdade de imprensa diante de notícias que o desagradaram.
O Estadão lembrou ainda que Dino foi ministro de Lula antes de chegar ao Supremo por indicação do presidente. Para o jornal, a troca de cargo não encerrou a atuação política do ex-governador, que segue defendendo os interesses do petista, agora de toga.
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