A enfermeira Maria Shirley Piontkievicz, servidora pública do Paraná, de 57 anos, tornou-se ré no Supremo Tribunal Federal após a Corte aceitar denúncia da Procuradoria-Geral da República. O processo tramita sob sigilo. Ela responderá pelos crimes de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte aéreo.
A acusação tem como base um episódio ocorrido em setembro de 2025, durante um voo com saída do Maranhão. Segundo a PGR, a passageira dirigiu ofensas ao ministro Flávio Dino, afirmando que ele seria “um lixo” e que o “avião estava contaminado”, além de provocar reação de outros passageiros.
De acordo com a representação assinada pelo próprio ministro, Maria Shirley tentou se aproximar dele com comportamento considerado hostil e buscou incitar pessoas a bordo, criando tensão no interior da aeronave e risco à ordem do voo.
A defesa informou que tentará anular o recebimento da denúncia. A advogada Joseane Silva sustenta que Dino, embora tenha declarado impedimento posteriormente, participou do julgamento que autorizou a abertura da ação penal.
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